3 de abril de 2016

Eu e as #MulheresdaLiteratura - Parte 3

Já estamos em abril, mas como o que vale é a intenção (e, claro, recomendar livros), trago para vocês a última parte do desafio Eu e as #MulheresdaLiteratura, promovido pelo blog Queria Estar Lendo.

Confira também:

Dia #19: Um livro com uma heroína que as meninas deveriam conhecer desde novas



Aqui eu recomendo A Bússola de Ouro com sua protagonista Lyra Belacqua (e os outros livros da trilogia também). Li a trilogia faz bastante tempo e lembro que na época gostei bastante. Além de ter uma protagonista feminina, a série tem também diversos elementos interessantes, como universos paralelos (e por isso influenciou um pouco minhas próprias histórias), feiticeiras, anjos e até críticas à religião. E tem o que provavelmente é o mais importante para os leitores mais novos: muita aventura e um enredo cheio de surpresas.

Dia #20: Um livro com uma protagonista que você não esperava ser tão forte quanto foi


Para esta categoria escolho Clarissa Fray, protagonista da série Os Instrumentos Mortais. Como é uma fantasia urbana, eu esperava que tivesse muito romance envolvido na trama e que Clary seria mais uma dessas protagonistas que não consegue viver sem o namorado. A série realmente tem muito romance, mas Clary, apesar de gostar muito do Jace, também não deixa de valorizar outros relacionamentos e não deixa de lutar por sua causa.

Dia #21: Um livro com uma heroína que você começou odiando e terminou amando



Sansa de As Crônicas de Gelo e Fogo, mais especificamente, em O Festim dos Corvos. Não posso dizer que em algum momento eu cheguei a odiar ela com todas as forças, mas no primeiro volume ela era uma criança com sonhos ingênuos e seus POV’s não eram os meus favoritos. Entretanto, Martin deu desenvolvimento a ela ao longo dos livros e acompanhar seu amadurecimento em face a tudo o que ela passou de repente se tornou muito interessante. Apesar da pouca idade, ela se tornou uma personagem madura e inteligente, mostrando que não é necessário lutar em grandes batalhas para ser forte.

Dia #22: Um livro onde a heroína salva o herói



Vou citar A Torre Acima do Véu mais uma vez aqui. Não darei muitos detalhes por motivos de spoilers, mas grande parte da jornada da heroína se concentra em salvar um (ou mais) dos heróis do livro.

Dia #23: Um livro com uma mulher transexual


Infelizmente não li e nem conheço nenhum. Por isso conto com as indicações de vocês!

Dia #24: Um livro com uma mulher bissexual ou homossexual



Em As Crônicas de Gelo e Fogo, com a quantidade de personagens, não é difícil encontrar diversidade. Não sei se isso é exatamente um spoiler (acho que não, já que romance não é muito o foco), mas é mostrado algumas vezes que Cersei Lannister é bissexual. Além disso, ela é também uma personagem bem interessante, apesar de supostamente ser uma vilã, que também possui seu próprio tipo de força (embora também demonstre insegurança em diversos momentos).

Dia #25: Um livro com uma personagem feminina que seja uma figura de poder


Quem leu minha resenha de O Império Final sabe que eu gostei muito do desenvolvimento que foi dado a Vin (e gosto bastante da personagem em si). Enquanto no primeiro volume de Mistborn ela passou de uma ladra desconfiada a uma integrante da gangue de Kelsier que confia nos amigos e luta por uma causa, em O Poço da Ascensão [SPOILERS para quem não leu todo o primeiro volume], como amante de Elend, ela se torna uma figura de poder, tanto em sentido político quanto mágico, sendo que se torna uma Nascida das Brumas cada vez mais poderosa e, em muitos momentos, perigosa [FIM DO SPOILER]. Mas, seja como ladra desconfiada ou como Nascida das Brumas, Vin nunca foi uma menina indefesa.

Dia #26: Um livro com uma mulher que escolheu a família



Ellia, a mãe de Haakon em Estações de Caça, escolheu se dedicar ao esposo e então ao filho, mas nem por isso deixa de ser uma mulher forte, que inclusive passou por muitos percalços.

Dia #27: Um livro com a melhor vilã



Encontrar livros que tenham vilãs é difícil (ao menos em meio às minhas leituras), pois normalmente os vilões são homens, mesmo em livros escritos ou protagonizados por mulheres. Mas A Bússola de Ouro (e a trilogia Fronteiras do Universo em geral) tem como vilã a Sra. Coulter, que, ao menos até onde me lembro (faz mesmo um bom tempo que li), é uma personagem bem caracterizada e bem explorada.

Dia #28: Um livro com uma protagonista negra



Também li poucos que se encaixam aqui, e o primeiro que me vem à mente é O Poder da Espada. O livro tem vários protagonistas e um deles é Ferro, uma mulher de pele escura que busca desesperadamente a sua vingança. Apesar de eu ter achado os POV’s dela um pouco enfadonhos no primeiro volume (e de este não ser um livro assim tão fantástico), passei a gostar de acompanhá-la nos outros dois volumes (leia as resenhas de Antes da Forca e O Duelo dos Reis).

Dia #29: Um livro com uma protagonista que sofreu abusos físicos e/ou emocionais



Mencionar o livro aqui talvez seja quase um spoiler, mas Beatriz, uma das protagonistas de A Lição de Anatomia do Temível Dr. Louison, passa por maus bocados. Não darei mais detalhes para não estragar a surpresa, então fica aqui minha recomendação para que leiam.

Dia #30: Um livro com uma protagonista que não queria salvar o mundo



Sybil, protagonista de A Ilha dos Dissidentes, fugiu de sua terra natal para evitar a guerra e chegou a Pandora em busca de uma vida tranquila, longe de perigos. Obviamente, seus desejos não foram atendidos. O livro na verdade me decepcionou um pouco, mas não deixou de ser uma leitura divertida. Leiam a resenha e tirem suas próprias conclusões.

Dia #31: Um livro com uma personagem feminina (ou a autora) que represente o que é ser mulher para você


Esse é, acho, o desafio mais difícil. Afinal, o que é ser mulher? É difícil fazer uma definição dessas sem excluir outras mulheres ou impor padrões. Ao meu ver, é mulher quem se sente mulher, mesmo que ela não goste de saia, não use caneta cheirosa ou faça qualquer outra coisa que a sociedade em geral determina como feminina. Por isso, todas as personagens que se veem como mulheres representam para mim o que é ser mulher, porque cada mulher (e cada pessoa) possui suas preferências, crenças e tendências que a tornam única.

***


E enfim chegamos ao final dos desafios. Espero que suas carteiras estejam vazias e suas estantes (sejam virtuais ou físicas) cheias. E espero, claro, que as leituras sejam agradáveis para vocês! Não se esqueçam de deixar as suas recomendações aqui!

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