31 de março de 2016

Desafio Eu e as #MulheresdaLiteratura | Parte 2

Eu pretendia retomar o desafio Eu e as #MulheresdaLiteratura alguns dias atrás e postar uma ao dia na fanpage do blog, como fiz com os temas 1 e 2, mas, como sempre, tive uma série de imprevistos e acabei não conseguindo postar (e sei que o blog andou parado esse mês, mas tentarei consertar isso nos próximos).

Confira também:


Mas março ainda não terminou, por isso ainda há tempo de postar os demais desafios (então fiquem atentos, porque a última parte vem domingo).

E, sem mais delongas, apresento meu plano secreto para deixar todos vocês pobres minhas recomendações de livros escritos e/ou protagonizados por mulheres:

Dia #8: Um livro de romance escrito por uma mulher


Para essa categoria, escolhi O Beijo das Sombras, o primeiro volume da série Academia de Vampiros, da Richelle Mead. O Beijo das Sombras não tem só romance, mas tem bastante, e a abordagem sobre os vampiros é bem criativa com toda a história sobre Moroi, Strigoi e dampiros e a realeza vampírica misturada a um ambiente adolescente. Li a série faz bastante tempo e ela me fisgou, e embora Rose Hathaway não seja a mais profunda personagem já criada no universo, me apeguei à sua personalidade impulsiva e irônica. Me identifico muito mais com a Sidney, que protagonizou a segunda hexalogia, Bloodlines, com sua personalidade mais intelectual e sua inépcia social, no entanto, ainda gosto mais de Academia de Vampiros, por isso a recomendação aqui. Infelizmente, não tenho resenha de nenhum dos livros das duas séries aqui no blog.

Dia #9: Um livro de romance policial escrito por uma mulher


Aqui decidi recomendar um livro de Agatha Christie, provavelmente o primeiro nome que vem à mente quando se fala em romance policial: Assassinato no Campo de Golfe.

Antes de falar sobre o livro, entretanto, vou lhes contar uma história: quando eu era criança, minha mãe costumava me dar gibis da Turma da Mônica para eu ler. Eu normalmente lia no carro mesmo e, quando nem tínhamos chegado em casa ainda, já tinha terminado e estava pedindo outro. Minha mãe então resolveu que eu precisava de uma distração mais duradoura e me deu meu primeiro livro: Harry Potter e a Pedra Filosofal. Depois, parti para séries como Deltora Quest e Desventuras em Série, mas eu tinha muito mais tempo livre do que tenho hoje e cada livro durava mais ou menos dois dias (e eu, claro, queria mais livros). Então minha mãe decidiu me apresentar à coleção de livros da Agatha Christie que ela e minha tia tinham juntado ao longo da adolescência. Meu primeiro foi A Testemunha Ocular do Crime, mas o meu favorito, dos que li até hoje (nem metade de tudo o que tem aqui em casa) foi Assassinato no Campo de Golfe, em que me encantei com os métodos (e manias) do Poirot. Faz tanto tempo que li que sequer lembro a data para adicioná-lo no Skoob.

Dia #10: Um livro de fantasia escrito por uma mulher



É muito difícil escolher entre os vários livros de fantasia que já li, mas aqui vou de Filhos da Lua: o Legado, uma das leituras recentes que mais me surpreendeu de maneira positiva. É um livro de fantasia urbana ambientado em Santos e, apesar de ter um pouco de drama adolescente, também possui elementos interessantes e criativos e uma trama muito boa, sobre os quais comentarei em detalhes na resenha que sairá em breve.

Dia #11: Um livro de sobrenatural ou sci-fi escrito por uma mulher



Jogos Vorazes foi um livro que li devido ao filme e do qual gostei bastante, assim que superei o estranhamento com a narrativa no tempo verbal presente. Me tornei fã da saga, li os demais livros e assisti aos filmes (só falta ver a última parte de A Esperança, que não consegui ver quando estava no cinema). A trilogia tem seus altos e baixos e um triângulo amoroso, mas no geral gostei muito de Katniss e da maneira como a autora caracterizou e explorou Panem. Leia as resenhas de Jogos Vorazes, Em Chamas e A Esperança.

Dia #12: Um livro de terror escrito por uma mulher



Para essa categoria, escolhi Lobo de Rua, uma novela de Jana P. Bianchi que precede A Galeria Creta. Embora essa história seja, rigorosamente, de fantasia urbana, tem alguns elementos que podem sim ser considerados de terror, especialmente por ter um pouco de foco nos aspectos mais macabros da licantropia. E, apesar de o foco não ser assustar, suas poucas páginas certamente causam impacto! Confiram a resenha.

Dia #13: Um livro com a heroína na capa



Escolhi A Torre Acima do Véu, de Roberta Spindler, que tem uma capa bem bonita. Em outra resenha*, mencionei que não tinha gostado de um conto da autora e, de fato, não fiquei empolgada para ler mais coisas dela. Entretanto, me deparei com várias resenhas positivas e gostei da amostra, por isso decidi dar uma chance. O livro tem seus defeitos, mas no todo gostei bastante (em breve sairá a resenha, em que darei mais detalhes).

Dia #14: Um livro com uma heroína que não se conforma em ser o que esperam dela



Para essa categoria indico Elantris devido a Sarene, que junto de Raoden e Hrathen é protagonista do livro. Ela é uma mulher que gosta de política, é inteligente e não consegue se encaixar nos papéis que se esperam das mulheres, e por isso não consegue se aproximar nem de homens e nem de mulheres (apesar de ela ter uma visão um tanto estereotipada e preconceituosa de outras mulheres só por elas se encaixarem no padrão). Por causa disso, acho difícil encontrar alguém que não se identifique ao menos minimamente com ela. A nossa sociedade espera que nos encaixemos em padrões e, por mais que uma pessoa se sinta confortável em representar o papel que se espera dela, sempre terá alguma característica ou preferência que fugirá do padrão e poderá fazer com que se sinta diferente e, talvez, excluída.

Dia #15: Um livro escrito por duas (ou mais) mulheres



Ainda não li Noites Negras de Natal e Outras Histórias e, apesar de estar postergando essa leitura há muito tempo, vou ler assim que puder. O e-book traz contos de horror de Melissa de Sá e Karen Alvares, que já me agradaram em diversas outras histórias.

Dia #16: Um livro com sua heroína preferida


Aqui não poderia deixar de citar Luna Lovegood, de Harry Potter. Se não for minha personagem favorita, está no top 5, e o motivo eu não canso de explicar. Ela é inteligente, e também bondosa, decidida e, claro, excêntrica. Ao contrário de Sarene, não tem medo de ser ela mesma e também não se obriga a mudar apenas para agradar os outros. Está sempre disposta a ouvir e ajudar e, embora até se chateie com os comentários maldosos, não se deixa abater.

E quanta coragem é necessária para ser você mesmo? Quantas vezes não deixamos de fazer algo que gostamos (ou da maneira como gostamos) quando estamos sendo observados apenas para evitar os comentários que isso suscitaria? Aqueles questionamentos que nos fazem sentir que, já que estamos fazendo diferente, temos de ter uma boa explicação para isso, ou é melhor que façamos do jeito “certo”. Luna nos mostra que a coragem não está só em enfrentar inimigos e situações perigosas, mas também em ser você mesmo sem temer os julgamentos.

Dia #17: Uma autora que te inspira


Se essa pergunta tivesse sido feita alguns anos atrás, eu responderia, sem pestanejar, o nome de J. K. Rowling. E ela de fato me inspirou, por isso que não mais cabe nesta lista: o verbo está no passado. Rowling me inspirou a colocar minhas próprias histórias no papel, e venho fazendo isso há quase dez anos.

Hoje, tenho exemplos mais próximos, com pessoas que passam por situações semelhantes a mim: ser escritor no Brasil, ter de lutar para conseguir algumas horas para dedicar à escrita em meio a um dia-a-dia cheio de afazeres e compromissos, lutar para conseguir um lugar no mercado de livros (que é competitivo e muitas vezes desvaloriza os escritores nacionais).

Hoje me inspiro nas autoras independentes, como Jana P. Bianchi e Thais Rocha*, que mesmo com todas essas dificuldades, conseguiram publicar livros de qualidade. Vão atrás de capas bonitas, investem em uma boa revisão quando muitos autores publicam o primeiro rascunho de seu livro, estão sempre dispostas a aprender mais. Não devem nada para os autores publicados por editoras, sejam eles brasileiros ou não.

E não são somente esses dois nomes que me vêm à mente. Temos também Marcella Rossetti, que me surpreendeu recentemente. Gabriela Erudessa, cujo primeiro conto publicado li esses dias, na última maratona do Me Livrando. Francine Porfírio, que me surpreendeu com seu conto Tobias. Camila Guerra, cujos livros e contos nem li ainda, mas que estão em minha lista. E por que não também as autoras publicadas por editoras, como Karen Alvares e Ana Lúcia Merege? Conseguir uma editora que publique seu livro (e com qualidade) também não é fácil.

Dia #18: Um livro com uma heroína na qual você se espelha



Vou ter que fazer repetir nomes aqui, mas não seria sincera se não o fizesse. Como eu já mencionei, ser como a Luna não é uma luta fácil, mas também não é uma luta que quero perder.

***


O que acharam da lista? Concordam? Deixem também suas recomendações. Amanhã trarei a última parte da lista.

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