1 de janeiro de 2016

Retrospectiva 2015 | Resumo do Ano

Olá, caros leitores!

Faz um tempo que vocês não me veem por aqui, não é? Como sempre, eu realmente não tinha a intenção de dar um hiato tão grande, mas, como sempre, tive uma série de contratempos (dentre provas de fim de ano, livros que não se escrevem sozinhos e um gato doente), e por isso não consegui organizar as coisas por aqui (nem terminar o livro, sobre o qual falarei mais tarde). Espero poder fazer isso nos próximos dias e retomar o ritmo normal em breve.

Mas agora é hora de fazer um resumo das leituras do ano! Neste post seguirei o mesmo modelo de 2013 e 2014, listando algumas das leituras que mais se destacaram em cada categoria e fazendo um balanço de tudo o que li em 2015.


O Balanço


Em 2015 tive 71 leituras, sendo que foram 32 livros, 8 antologias, 5 novelas e 26 contos. Desse total, 51 de minhas leituras foram de autores nacionais (e espero ler ainda mais ano que vem!).


As séries que concluí

Em 2015 comecei mais sagas do que terminei, mas consegui colocar o ponto final em algumas, como:
  • A Primeira Lei, de Joe Abercrombie (leia as resenhas dos volumes 1, 2 e 3). Gostei bastante da trilogia, que apesar da introdução não tão boa, melhora muito no segundo e terceiro volumes;
  • A Trilogia Anômalos, da Bárbara Morais, foi uma que li todinha em 2015. É voltada para um público mais juvenil e tem seus defeitos, mas no todo me divertiu bastante (confira a resenha do primeiro volume);
  • Bloodlines, de Richelle Mead. Essa foi outra série que me divertiu bastante, com muitas reviravoltas e muita ação, apesar de na minha opinião não superar a outra série passada no mesmo mundo, Academia de Vampiros. Mas a Sydnei deu uma protagonista interessante, e o modelo de múltiplos pontos de vista em primeira pessoa, adotado a partir do terceiro volume, não me incomodou, pois a autora conseguiu dar vozes diferentes aos personagens.
  • Trilogia Slated, de Teri Terry. O último volume, Despedaçada, me prendeu bastante, mas acabou por me decepcionar; na minha opinião, sofreu do mesmo problema das demais séries distópicas juvenis: muita coisa ficou para ser abordada no último volume, o que deixou tudo muito apressado (confira as resenhas dos volumes 1 e 2).

As sagas que pretendo continuar

Em 2015 também comecei diversas séries, como:
  • O Ciclo das Trevas, de Peter V. Brett, de cujo primeiro volume eu não esperava gostar tanto;
  • Alvores, do Lauro Kociuba (leia as resenhas de A Liga dos Artesãos e Estações de Caça);
  • A Escola do Bem e do Mal, de Soman Chainani, que apesar de voltado para o público juvenil, me conquistou;
  • A trilogia Arcantatys, de Tatiane Durães, parceira do blog;
  • A Galeria Creta, de Jana P. Bianchi, também parceira do blog;
  • Trilogia Tykhe, de Thais Rocha, mais uma parceira do blog;
  • Brasiliana Stempunk, de Enéias Tavares, cujo primeiro livro, ganhador do prêmio Fantasy, foi bem diferente do que eu esperava (e de uma maneira positiva!);
  • Filhos da Lua, de Marcella Rossetti, uma fantasia urbana que me surpreendeu;
  • Inverso, de Karen Alvares, um livro que estava querendo há muito tempo e em que finalmente consegui colocar as mãos;
  • E também a nova série do Rick Riordan (kkk), Magnus Chase e os Deuses de Asgard.

Obviamente, dei continuidade à série Nobres Vigaristas, do Scott Lynch (uma das minhas favoritas atualmente) e também a Trono de Vidro, da Sarah J. Maas, cujos livros vêm melhorando bastante. Além disso, há várias outras séries ainda pendentes que comecei nos anos anteriores, como A Roda do Tempo e a Saga do Assassino, que já estão em minha meta para 2016.

Se tiverem ficado curiosos, confiram aqui todas as minhas leituras (em breve as atualizarei também no Goodreads) e abaixo os destaques:

O Resumo


A saga que me conquistou


O Ciclo das Trevas, de Peter V. Brett. Confesso que comprei seu primeiro volume, O Protegido, porque a edição é linda. Felizmente, o conteúdo não me decepcionou, e vou comprar a continuação assim que o preço abaixar.

O livro de fantasia que me encantou

A Música do Silêncio. Sem sombra de dúvidas.

O livro que me fez refletir


A Música do Silêncio aparece aqui mais uma vez. É o tipo de livro “ame ou odeie”, e eu fiquei no grupo daqueles que amaram. Nele, o autor entra na mente de Auri, por isso é um livro muito propício a me fazer divagar e pensar sobre coisas que talvez nem tenham relação com seu enredo.

Um livro que me decepcionou


Mago: Mestre, segundo volume da Saga do Mago. O primeiro já não tinha sido essa coca-cola toda, e o segundo, apesar de ter partes muito interessantes, foi um tanto arrastado ou superficial em outros pontos.

Um livro que me surpreendeu


A Lição de Anatomia do Temível Dr. Louison, de Enéias Tavares, foi um livro que me surpreendeu pelo formato diferente da narrativa: é como se estivéssemos lendo os documentos de um caso criminal. Foi muito criativo e combinou muito com o tom do enredo.

O melhor infanto-juvenil


Neste ano li um pouco mais de infanto-juvenis que em 2014, e dentre eles aquele de que mais gostei foi de A Lâmina da Assassina, de Sarah J. Maas.

O melhor personagem


Certamente foi Locke Lamora, um dos meus atuais personagens favoritos. Além de ser muito bem construído, é engraçado, charmoso e um dos melhores ladrões da literatura fantástica. Algumas das revelações de República de Ladrões o tornaram ainda mais interessante.

O personagem menos interessante

Felizmente neste ano li diversos livros com bons personagens, mas sempre há aqueles que não despertam emoção alguma, seja amor ou ódio. Um dos exemplos foi o príncipe Ladisla, da trilogia A Primeira Lei. É um personagem que achei um tanto estereotipado, fazendo o perfil de nobre mimado e não muito inteligente que se vê em muitos livros de fantasia.

O personagem que mais cresceu


O desenvolvimento de Haakon em Estações de Caça foi feito de uma maneira muitíssimo interessante, mas não darei detalhes: leiam o livro!

O autor que me conquistou


Em 2015 conheci muitos novos autores (especialmente nacionais e independentes) e vários deles me surpreenderam com a qualidade de seus livros. Mas a que mais me surpreendeu foi a Jana, autora da novela Lobo de Rua e parceira do blog. Com sua escrita envolvente, o excelente enredo e a edição impecável (desde a revisão até a capa), ela mostrou que a literatura independente também pode ter qualidade!

O melhor cenário


Livros de fantasia sempre precisam caprichar no cenário, mesmo que este seja parte de nosso próprio mundo, e como muitos autores fazem isso muito bem, decidi criar também esta categoria. Mas aqui vou destacar apenas um “mundo”, que vem se expandindo e revelando alguns de seus segredos ao longo da série: o de Nobres Vigaristas! No primeiro volume fomos apresentados a apenas uma cidade, Camorr, e nos dois livros seguintes vimos mais algumas cidades e algumas coisas interessantes sobre os misteriosos Ancestres. Mas tudo o que foi apresentado até então é muito bem construído, pensado em todos os seus detalhes, e é por isso que o universo de Nobres Vigaristas merece ser mencionado aqui!

O gênero literário que mais li

Sem sombra de dúvidas, foi fantasia; o gênero dominou praticamente 100% da minha prateleira em 2015.

O gênero que gostaria ler mais

Ficção científica tem me interessado muito ultimamente, e em 2015 li muito menos do que gostaria. Além disso, ainda estou em busca de um livro de terror que realmente me desse medo, e acho que ultimamente tenho lido poucos livros de mistério ou policiais. Espero conseguir voltar a encaixar essas leituras em 2016.

TOP 3: As melhores capas

E, por fim, vamos às capas mais bonitas! Nesse ano li muitos com lindas capas, mas escolhi as três das quais mais gostei:


***

E esse é meu resumo do ano! Em breve trarei para vocês meu top 5 de melhores livros e contos lidos no ano e minhas metas para 2016!

*A lista foi inspirada em uma tag que vi circulando há muito tempo em diversos blogs; adicionei e removi algumas categorias para destacar melhor minhas leituras.

9 comentários :

  1. Bom saber que a saga do Peter Brett é boa, estou de olho. Eu daria uma menção honrosa à capa do Lauro, que é instigante; na mão, parece um livro que você descobriu numa biblioteca antiga. :)

    Feliz ano novo!

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    1. Olá, Rodrigo!

      Sim, eu recomento "O Protegido": tem bons personagens, um sistema de magia interessante e um bom worldbuilding (só não achei a revisão da Darkside lá essas coisas).

      Quanto à capa de "A Liga dos Artesãos", é sim muito bonita: gosto muito de capas minimalistas (além de o símbolo ter muito a ver com a história). Mas nunca a vi fisicamente, já que tenho apenas o e-book (mas agora que você falou isso vou ver se consigo comprar o físico em breve).

      Feliz ano novo!

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    2. Rodrigo, só me intrometendo um pouco: O Protegido foi o melhor livro que li em 2015. ❤

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    3. Que isso, valeu pela participação, Celly! Mais uma pessoa que fala super bem do livro, vou adiantá-lo na minha lista quando eu acabar os nacionais. :)

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  2. Estou lendo o 2º do Peter V. Brett e é muito bom também, estou passando dos 70% e as coisas parecem estar se desenrolando para um final interessante. Caso você leia em inglês, recomendo a leitura de "Brayan's Gold" e "The Great Bazaar and Other Stories", também do Peter V. Brett. Ambos possuem partes que foram retiradas do 1º livro a pedido da editora. Muito bons!

    Abraços e que em 2016 todos consigamos terminar as 200 séries que deixamos pelo caminho! hauhuahuhauhauh

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    1. Neste caso, espero que o terceiro volume de "O Ciclo das Trevas" venha logo! Vou procurar por esses dois livros extras também.

      Feliz 2016 e boa sorte com as séries inacabadas!

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  3. Oi, Laís.
    Seu post está sendo uma ótima fonte de colaboração para a minha meta de leitura desse ano. Quero conhecer Nobres Vigaristas, também me apaixonei por Ciclo das Trevas e A Música do Silêncio, li e amei Alvores e Lobo de Rua, e agora estou mega ansiosa para começar Lição de Anatomia.
    Setenta e um livros, hein? Que ano! Um dia alcanço você. Hahaha

    Até mais, Celly do Me Livrando

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    Respostas
    1. Não deixe de conferir Nobres Vigaristas e Lição de Anatomia (a resenha vai sair em breve), são mesmo muito bons!

      Sim, li mais do que esperava em 2015 e conheci muitos autores e livros bons. Não estou nem perto de zerar minha lista de leitura, mas espero poder ler ainda mais em 2016!

      Feliz ano novo e boas leituras!

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  4. Já leu Hell House - A casa infernal, de Richard Matheson? Não li muitos livros de terror nesta minha curta vida, mas, de longe, esse com certeza é que me deu mais medo! Eu o li há muitos anos atrás, então mem lembro mais ao certo o decorrer da estória, mas lembro que dormi meio mal durante umas noites graças a ele, rs
    Outro livro que também me deixou meio cismada, mas bem menos que o anterior, foi Estrada da Noite, do Joe Hill (filho do mestre King!). Não acho que tenha sido o melhor livro dele, mas é bom e dá um medinho legal, hahaha
    Enfim, fica aí a minha recomendação! Gostei do seu blog, tenho realmente buscado ler um pouco mais de fantasia infanto-juvenil. Já gostei muito dela, mas ultimamente acabei largando de mão.

    Abraços.
    http://controleliterario.blogspot.com.br/

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