20 de agosto de 2014

[Últimas Viagens] Primeiro semestre de 2014


Apresento-lhes a seguir o que li neste primeiro semestre de 2014 — e também de julho. Li cerca de 15 livros e alguns contos, alguns muito bons, outros nem tanto.

Contos


Li esse conto no intuito de conhecer o trabalho de Carolina Munhoz, escritora brasileira de livros juvenis. Não sei se o mesmo se aplica aos seus livros, mas não gostei do estilo de escrita do conto, tampouco do conteúdo. Parte do livro é contado em primeira pessoa como um relato de uma garota ao seu diário, outra parte em terceira pessoa com narrador onisciente (embora nesta parte a autora tenha se confundido e escrito algumas frases em primeira pessoa).

Como é um conto de Natal, conta o drama de uma garota que faz parte da família Claus e, como os pais, tem o dever de garantir que todas as crianças ganhem seus presentes de Natal na data. É proposto um conflito familiar, que apesar de complexo é resolvido facilmente, demandando apenas algumas linhas. Além disso, alguns trechos ficaram um tanto vagos e não passaram tanta emoção quanto deveriam.

O Guarda é um conto extra da trilogia A Seleção que conta alguns eventos específicos do segundo volume, A Elite, sob o ponto de vista de Aspen. A história não traz nada de novo, exceto por um dos ataques rebeldes, que ficam em segundo plano nos livros por estes serem narrados por America, e pelos pensamentos de Aspen em relação à protagonista e à Seleção.

Este conto de George R. R. Martin se passa em um cenário futurista onde a tecnologia permite que os humanos viajem de um planeta a outro, colonizando-os e acompanhando os conflitos existentes nesses planetas. O foco é um planeta fictício, denominado Planeta Espectro, onde todas as noites uma misteriosa neblina se ergue, suscitando lendas a respeito de ataques de espectros. Enquanto um grupo de cientistas procura analisar o planeta em busca de comprovar a existência ou a não existência desses espectros, são discutidos temas como o desejo do ser humano de buscar respostas para tudo em contraposição com o ar de mistério que uma boa pergunta pode nos proporcionar.



A série Beautiful Creatures




Optei por não resenhar esses três livros pois eles não têm nada de diferente de seu primeiro volume, Dezesseis Luas. O estilo de narrativa é o mesmo: prende o leitor até o fim, proporcionando uma leitura rápida e leve, mas os mistérios são previsíveis, como os do primeiro volume. Também não senti grandes mudanças nos personagens: eles têm sua própria personalidade, mas não são muito aprofundados.

Apenas no último volume que a qualidade da trama caiu um pouco. O livro é dividido entre os pontos de vista de Ethan e Lena, e em ambos os arcos senti que faltou um pouco de elaboração nas cenas importantes, especialmente nos embates com os vilões, que foram rápidos e de fácil resolução. Além disso, em diversos aspectos a saga me lembrou Os Instrumentos Mortais (Cassandra Clare). Recomendo para quem gosta de romances sobrenaturais.

Leituras de fevereiro


Foi uma das leituras mais interessantes do ano, talvez. Apesar de repetir a fórmula dos demais livros, prende do início ao fim. Traz uma discussão muito interessante, como sempre misturando arte com algum outro tema, neste caso o grande crescimento populacional e o aprimoramento do genoma humano. O autor também explorou outros temas, como o fato de pessoas mais inteligentes que a média sofrerem estranhamento por parte das demais e a maneira como isto pode interferir na vida de alguém.

Como os demais livros, é cheio de reviravoltas e simbologia, a qual o professor Langdon deve decifrar se quiser impedir a concretização dos planos do vilão. Este, por sua vez, morre logo no início da história, e é interessante observar que, mesmo assim, suas últimas ações continuam tendo efeito sobre o mundo e sua figura ainda assombra os demais personagens. Minha única ressalva é quanto às descrições: são feitas usando o tempo verbal presente, contrastando com a narrativa no tempo passado, e limitam-se a enumerar as características dos locais, o que as tornou um tanto enfadonhas. No mais, excelente livro!

Tinha altas expectativas em cima desse livro, especialmente levando em conta as citações na capa e os comentários positivos na internet. No entanto, decepcionou-me um pouco, já que eu esperava um enredo mais adulto e acabei encontrando algo juvenil. Entretanto, o final do livro me surpreendeu e optei por ler o restante da saga. Confira a resenha para maiores detalhes.

Sobre esse livro li diversos comentários negativos na internet, por isso tinha receio de que fosse chato ou ruim. Mas decidi conferir e não me arrependi. A Batalha do Apocalipse apresenta um mundo muito bem construído, com sua própria lógica e história, mas que ao mesmo tempo de relaciona com nosso mundo (a Terra, que é chamada pelos anjos de Haled) de maneira bastante coerente. Em breve publicarei a resenha, falando mais sobre esse livro.




A saga Filhos do Éden se passa no mesmo mundo que A Batalha do Apocalipse e na mesma época, porém com personagens diferentes. Tem a mesma estrutura que este, intercalando capítulos no presente com flashbacks, recurso que foi melhor utilizado nesta nova série. Também vi melhora na caracterização dos personagens, algo que achei falho em A Batalha do Apocalipse. Em breve postarei as resenhas de ambos.

Leituras de março


O Lírio Dourado é o segundo volume da série Bloodlines, spin-off da saga Academia de Vampiros. O estilo de escrita prende do início ao fim, assim como o mistério proposto, e os personagens são também muito interessantes. Em diversas sagas spin-off que li os personagens não eram tão interessantes ou cativantes quanto os da série anterior, mas em Bloodlines isso felizmente não aconteceu. O livro não teve nenhuma grande reviravolta e tampouco possui uma trama inovadora, mas é bem amarrado e apresenta um arco sólido, com início, meio e fim, sem necessidade de permanecer inacabado para despertar o interesse pelo próximo volume.



Leituras de abril


O segundo volume da trilogia Slated ficou no mesmo nível do primeiro (leia aqui a resenha), o que me vez gostar dele também. Em breve publicarei a resenha, falando em maiores detalhes sobre esse livro.

O Guia da Alagaësia de Eragon é um complemento ao Ciclo da Herança, com desenhos, detalhes sobre a magia, a história e as raças da Alagaësia. Traz uma série de ilustrações muito bonitas e algumas peças em alto relevo imitando uma série de elementos mencionados na saga. Vale muito a pena para quem gostou do Ciclo da Herança.



A grande surpresa de junho


Tinha ouvido falar muito bem desse livro e decidi me arriscar com a compra, sem nem mesmo ler um ou dois capítulos para saber se gostava. Não me arrependi. O livro tem de tudo: excelente trama, reviravoltas inesperadas, ótimos personagens e também momentos muito engraçados. Superou todas as expectativas e se tornou um dos meus favoritos. Decerto estará dentre os dez melhores do ano.






Julho: o mês das decepções literárias


Optei por ler esse livro pois li a sinopse em algum site e me interessei muito pela premissa: a história se passa em 1996 e conta a história de dois jovens que instalam a internet em seu novo computador e descobrem um site misterioso que parece lhes mostrar o futuro: o Facebook. Fiquei muito interessada em saber como os autores explorariam esse inexplicável acontecimento, mas na realidade eles se limitam a falar apenas sobre as realizações românticas dos personagens, e no final foi isso o que me decepcionou.

Tinha gostado muito de Divergente e Insurgente e tinha muitas expectativas para Convergente. Apesar de ter gostado do livro e me divertido durante sua leitura, diversos pontos me decepcionaram, como a exploração insatisfatória de alguns temas e as cenas de ação fracas e corridas.


Foi, definitivamente, o pior livro do mês. Traz uma leitura fácil e rápida, como seus antecessores (leia as resenhas de A Seleção e A Elite), porém, tudo o que não tinha gostado nos dois primeiros volumes (como o pobre conteúdo distópico e os dramas da protagonista) está presente neste último, além de personagens incoerentes e acontecimentos irrelevantes.






O livro que salvou o mês




O Império Final foi, até então, o melhor livro do ano. Possui um enredo incrível, com personagens bem construídos, um mundo bem detalhado, um sistema de magia inovador e diversas reviravoltas. O final nos reserva surpresas, e o arco sugerido no início do livro é fechado dentro do mesmo, sem que tenhamos de aguardar pelo lançamento dos demais, mas ao mesmo tempo deixa um bom gancho para os volumes subsequentes. Em breve a resenha desse excelente livro será publicada.

2 comentários :

  1. Adorei a leitura do mês de fevereiro. São livros que com certeza vou procurar para ler, principalmente o de Dan Brown. Ainda não conhecia o livro "O Império Final", mas me parece ser ótimo também.

    Beijos e Abraços

    Lyu Somah
    http://lyusomah.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O Império Final é mesmo ótimo, se você gosta de fantasia eu recomendo fortemente.

      Abraços!

      Excluir

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