27 de agosto de 2014

[Escrita] Planejamento de livros

Recentemente concluí meu primeiro livro: As Joias do Caos, o primeiro volume de uma saga intitulada O Segredo de Todos os Mundos. Clique aqui para ler todo o processo de escrita desse livro.

Agora, minha missão é escrever o segundo volume da saga, A Irmandade do Caos. Porém, antes disso, preciso planejá-lo.


Não é todo escritor que trabalha com um roteiro, e dentre aqueles que os criam, existem diferentes formas de fazê-lo. Eu compartilharei minha própria forma, que pode não ser a ideal para outro escritor, mas ainda assim acho interessante compartilhá-la.

Para mim, planejar um livro é um processo demorado, que envolve muitas releituras do livro anterior e dos guias que crio, além do roteiro geral da saga — e, é claro, muita procrastinação. Escritor e procrastinação são palavras sinônimas.

A palavra "escritor" também deveria constar aí. Aliás, recomendo o site para todos os escritores, é de muita ajuda para encontrar aquela palavra que era perfeita para o momento, mas escapuliu (desde que, é claro, você não aproveite a oportunidade para também dar uma espiada no Facebook). 

A primeira etapa de meu processo de planejamento é jogar todas as ideias em um pedaço de papel (ou, na realidade, em um novo documento do Word). Essas ideias podem ou não ser utilizadas nesse volume. Algumas acabo deixando para os próximos volumes, outras descarto e guardo para algum outro projeto. Entretanto, é incomum que isso aconteça, uma vez que tenho toda a trama geral da saga esboçada.

A segunda etapa é definir a principal missão de cada um dos protagonistas, com base nessas ideias anotadas e no roteiro da saga. Em As Joias do Caos tinha dois protagonistas; em A Irmandade do Caos apresentarei mais um. Isso não passa de uma frase descrevendo o que buscarão e o que terão de fazer para obter o resultado desejado (isso se conseguirem).

Feito isso, listo todos os demais arcos da história (também me baseando no documento cheio de ideias), desta vez focando os acontecimentos (uma vez que pode envolver mais de um personagem, secundário ou protagonista) e faço um roteiro geral de cada um, definindo a época aproximada em que irão acontecer e definindo os capítulos. Estes, num primeiro momento, são mais uma lista de etapas que precisarão ser cumpridas para que o arco chegue ao final, e podem ser divididos ou sofrer alterações na versão final do roteiro.

Feito isso vem a parte mais complicada, que é preencher as lacunas entre cada arco e desenvolver aqueles que são necessários, mas não faço a menor ideia de como abordar na história. E então chega a hora de montar a linha do tempo, onde, em um calendário, anotarei cada um dos acontecimentos em suas respectivas datas. Isso me ajudará a definir a ordem dos capítulos, onde intercalo os acontecimentos de cada arco respeitando a ordem cronológica.

Basta então revisar esse roteiro, corrigindo possíveis lacunas ou ideias conflitantes, e então tenho um roteiro pronto. A grande vantagem de possuí-lo, para mim, é que não preciso respeitar a linearidade da história enquanto escrevo. Se estiver, por exemplo, no capítulo 5 e de súbito me surgir na mente um diálogo ou uma cena de ação referente ao capítulo 37, posso muito bem escrevê-lo e voltar ao capítulo 5.

Esse roteiro, porém, não é definitivo. Ao longo da escrita de As Joias do Caos, aconteceu de eu acrescentar ou remover capítulos conforme a necessidade da história, e também cheguei a dividir um único capítulo em vários pois não era possível desenvolver as cenas propostas por ele sob um único ponto de vista.

Ainda não conclui o planejamento de A Irmandade do Caos, mas espero fazê-lo ao menos até o final dessa semana. Quando finalmente o tiver concluído, saberei quantos capítulos possuirá e terei uma ideia de com quantas palavras ficará no final (considerando a média de palavras por capítulo de As Joias do Caos), além de uma ideia aproximada de quando o terminarei (pretendo traçar uma meta de 2000 palavras por dia, ou 60 mil por mês).

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