4 de fevereiro de 2014

Resenha | Feita de Fumaça e Osso


Título: Feita de fumaça e osso (Feita de fumaça e osso #1)
Autora: Laini Taylor
Ano de publicação: 2012
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 384
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Sinopse (Skoob): Pelos quatro cantos da Terra, marcas de mãos negras aparecem nas portas das casas, gravadas a fogo por seres alados que surgem de uma fenda no céu.Em uma loja sombria e empoeirada, o estoque de dentes de um demônio está perigosamente baixo. E, nas tumultuadas ruas de Praga, uma jovem estudante de arte está prestes a se envolver em uma guerra de outro mundo.O nome dela é Karou. Seus cadernos de desenho são repletos de monstros que podem ou não ser reais; ela desaparece e ressurge do nada, despachada em enigmáticas missões; fala diversas línguas, nem todas humanas, e seu cabelo azul nasce exatamente dessa cor. Quem ela é de verdade? A pergunta a persegue, e o caminho até a resposta começa no olhar abrasador de um completo estranho. Um romance moderno e arrebatador, em que batalhas épicas e um amor proibido unem-se na esperança de um mundo refeito.

Feita de Fumaça e Osso foi um livro que me surpreendeu. Eu o li pois sua sinopse havia me atraído; ainda assim, não esperava muito do livro.

Conta a história de Karou, uma garota de dezessete anos que tem uma vida um tanto incomum. Para seus amigos humanos, é uma garota que estuda artes em Praga, foge de seu ex-namorado e ocasionalmente sai com seus amigos. Isso, contudo, é apenas um disfarce. Ela na realidade foi criada por criaturas que se assemelham a monstros — os quimeras, como eles mesmos se chamam. Utiliza um portal para alcançar a loja de Brimstone, seu tutor, que é um quimera que vende desejos. E realiza pequenas tarefas para eles — trazer-lhes dentes (de animais, humanos). Em troca, ela ganha pequenos desejos.

Ela não sabe de onde vêm esses desejos, nem para que servem os dentes, nem mesmo de onde vieram os quimeras ou quem seria sua verdadeira família. Além disso, sente-se como se não estivesse vivendo sua verdadeira vida.

Em meio a tudo isso, coisas estranhas vêm acontecendo. Karou repara que estranhas marcas de mão têm aparecido nos portais que utiliza para chegar à loja de Brimstone, como se tivessem sido queimadas. E isso se torna mais um mistério em sua vida. Após se deparar com um anjo (um serafim) que tenta matá-la, Karou decide que precisa desvendar seu próprio passado. Nisso, descobre que há uma guerra, que dura há séculos, entre os quimeras e os serafins — e tem de entender qual o seu papel em meio a tudo isso.

O início do livro é um tanto monótono, contando como Karou foge de seu ex-namorado e sua rotina na escola de artes e com seus amigos. Ela recebe algumas poucas tarefas de Brimstone, e somos introduzidos aos mistérios lentamente.

A partir de determinado ponto, porém, os mistérios passam a ser respondidos e as coisas começam a acontecer. A história é narrada dos pontos de vista de Karou e Akiva, o serafim, e aos poucos começamos a entender a guerra e o papel de Karou em meio a isso, assim como a estranha magia que permite que os desejos de Brimstone sejam realizados e o motivo de Karou precisar conseguir dentes com as pessoas mais desagradáveis. O passado dos personagens, tanto o de Karou quanto o de Akiva, também é revelado aos poucos, em flashbacks, e nisso é possível conhecer a relação de ambos com a guerra e explorar as atitudes e os sentimentos dos personagens.

O final reserva algumas surpresas e responde a todas as perguntas propostas neste volume. Mesmo assim, deixa expectativas para o próximo volume. Além disso, meu respeito pela protagonista aumentou após a decisão tomada por ela perante a uma das revelações: julguei sua atitude racional e verossímil. Ademais, Karou é uma personagem interessante, que está sempre buscando respostas para suas incontáveis perguntas ao mesmo tempo em que tenta lidar com seus dilemas e equilibrar suas duas vidas.

Os mundos dos quimeras e dos serafins é explorado, assim como parte da história por trás da guerra. Aliás, uma coisa em que reparei e que achei bastante interessante é que não é uma guerra do bem contra o mal: ambos os lados cometeram diversos erros, e é difícil saber quem está do lado certo (se é que há algum). Até mesmo o título do livro ganha sentido em meio às revelações. Não é tão metafórico quanto de início aparenta, e está ligado à magia dos quimeras.

Como já disse, o começo é um pouco lento, mas depois o livro começa a prender o leitor, com todos os mistérios que são propostos ao longo dele. Eu recomendo a leitura!

★ ★ ★ ★ ☆


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