24 de setembro de 2013

Opinião: Os Diários do Semideus

Recentemente, li o livro Os Diários do Semideus, um livro extra da saga Heróis do Olimpo (saiba mais aqui). Trata-se de um livro no mesmo estilo de Os Arquivos do Semideus, com algumas informações extras sobre o Acampamento Meio-Sangue e o mundo dos semideuses, alguns jogos e algumas histórias curtas sobre o mundo de Percy Jackson. Como em Os Arquivos do Semideus, o maior atrativo de Os Diários do Semideus, para mim, foram as histórias. Neste volume, são quatro, três escritas por Rick Riordan e uma por seu filho, Haley Riordan.

A primeira história se chama O Diário de Luke Castellan e foi, talvez, a mais interessante dentre todas. É narrada sob o ponto de vista de Luke e conta uma de suas aventuras com Thalia, quando os dois viviam sozinhos, tentando sobreviver sem ajuda aos ataques de monstros. O que mais gostei nesta história foi de ver como Luke, já naquela época, se ressentia dos deuses e da maneira como estes na maioria das vezes ignoram seus filhos, embora se demonstrasse honesto e se incomodasse com as outras pessoas.

Isso não mudou muito a maneira como eu vejo o personagem. Ao contrário de muitos fãs, que o perdoaram devido a suas atitudes em O Último Olimpiano, eu não gosto dele. Muitos outros semideuses se ressentiam de seus parentes divinos (até mesmo Percy), mas não só por isso apoiaram Cronos. Não estou dizendo, é claro, que este foi o único motivo que o levou a se aliar a Cronos, porém, ainda tenho a sensação de que o ressentimento de Luke contra seu pai foi se tornando cada vez mais forte, e por isso ele se deixou levar pelo titã.

PS: não estou condenando nenhum fã que goste de Luke, vocês têm todo o direito de gostar dele e certamente têm motivos para perdoá-lo. Pois, apesar de suas fraquezas, ele conseguiu, no final, deter Cronos, e embora não possa apagar o que fez no passado, uma pessoa pode mudar.

As demais histórias de Rick Riordan são mais leves. Não têm nada de extraordinário, pois são histórias curtas com tramas simples, mas são bastante divertidas e o prendem à leitura. Percy Jackson e o Cajado de Hermes tem como personagens Percy e Annabeth e Leo Valdez e a Busca por Buford tem Leo (um dos meus personagens favoritos da série), Jason e Piper. Como esta última conta um pouco da construção do navio Argo II, é bom ler O Herói Perdido antes de iniciar a leitura de Os Diários do Semideus.


Quanto à história de Haley Riordan, O Filho da Magia, eu estava receosa. Tinha baixas expectativas, assim me surpreendi de maneira positiva. Não sei o quanto (e se) Rick Riordan o ajudou com a história, mas foi bem escrita, e nota-se que o filho possui um estilo de escrita diferente, para um público alvo um pouco mais velho. Não há tantas piadas, e a história é narrada sob dois pontos de vista — um mortal muito inteligente (Claymore) e um semideus (Alabaster) que fez parte do exército de Cronos, filho de Hécate. 

É bastante interessante observar como o Claymore lida com o mundo que lhe é apresentado e tenta deter os monstros à sua maneira. Também somos apresentados às crenças de Alabaster, que ainda se ressente dos deuses, mesmo que seu lado tenha sido derrotado. Além disso, Haley propõe explicações para questões que nunca foram respondidas em Percy Jackson e os Olimpianos ou Os Heróis do Olimpo, como, por exemplo, a existência da Névoa, uma magia que impede que os mortais vejam os monstros e outros seres ou artefatos mitológicos da maneira como realmente são. A história não me decepcionou nem um pouco, e eu espero poder ler mais em breve!

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