11 de setembro de 2013

Magia: objetos mágicos

Uma das peculiaridades da magia criada para as minhas histórias é a existência de objetos mágicos (tais como Garn, citado no conto A Perdição de Kenza).


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Objetos mágicos são quaisquer objetos (desde moedas e joias a estruturas de vidro ou pedras preciosas) impregnados com uma magia que, moldada por um ou mais feitiços complexos, confere ao objeto uma propriedade mágica muito poderosa e definitiva (ou seja, o objeto não irá se deteriorar com a morte do bruxo criador). Alguns materiais, como vidro e pedras preciosas, retém a magia de maneira mais eficiente, de forma que objetos mágicos confeccionados nesses materiais são mais poderosos (guardam mais energia mágica) e suas propriedades mágicas são mais precisas (não são alteradas nem sofrem interferência da composição do material).

As propriedades mágicas são uma combinação complexa de diversos feitiços. As diferentes combinações das ligações entre esses feitiços definirão que tipo de propriedade mágica que o objeto liberará ao ser ativado. Em geral, o objeto causa efeitos que um bruxo, sozinho, não seria capaz de produzir sem utilizá-lo. Às vezes, nem mesmo um grupo de bruxos trabalhando em conjunto seria capaz de reproduzir os efeitos causados pelo objeto. Se fossem, não haveria sentido em criar o objeto mágico.

Além disso, um objeto mágico, devido às ligações complexas entre os diversos feitiços que lhe conferem seus poderes, absorve e armazena muito mais energia do que um bruxo (mesmo que seja poderoso) seria capaz de liberar de uma vez (mesmo que ele esgotasse toda a sua energia vital, o que levaria à sua morte). Este é a segunda razão que leva um bruxo a criar um objeto mágico.

Existem diversas maneiras de se criar objetos mágicos (ou conjuntos deles). Se apenas um bruxo criar um objeto mágico, sua magia será completa, e ele não dependerá de nenhum outro objeto mágico para liberar sua energia.

Se um grupo de bruxos, com as mentes conectadas entre si, criar cada um um objeto mágico, o conjunto apresentará elementos com magia incompleta. Cada elemento deve estar na presença de todos os demais para liberar sua magia (mesmo que as propriedades dos demais não precisem ser utilizadas). Essa ligação entre os objetos se deve ao fato de as mentes dos bruxos criadores estarem conectadas durante o processo de criação.

Suas propriedades obviamente serão diferentes, pois vieram de mentes diferentes. Ainda que todos os bruxos visassem criar a mesma propriedade mágica, eles seriam diferentes, uma vez que nenhuma mente é idêntica à outra. Assim, cada objeto mágico é único.

Se os bruxos não tiverem a mente conectada durante o processo de criação, obter-se-á um conjunto objetos de magia completa. A conexão entre eles seria mais fraca, mas existiria por estarem próximos durante a criação. Se forem do mesmo material, a conexão será um pouco mais forte.

Também é possível que um único bruxo crie um conjunto de objetos mágicos sozinho. Ele pode criar várias propriedades mágicas e distribuí-las entre os objetos. Serão diferentes devido ao fato de o bruxo ter propósitos diferentes ao criá-las, porém, como vieram da mesma mente, estarão conectadas. Isso cria um efeito diferente dos objetos de magia incompleta. Em vez de dependerem um dos outros para liberarem sua magia, os objetos podem ser usados de maneira eficiente quando separados. Quando juntos, porém, a ligação entre eles permite que o bruxo combine as propriedades mágicas para formar uma nova. As combinações dependem de quantos objetos compõem o conjunto, mas são numerosas.

Além disso, por terem sido criados por um bruxo, a magia contida no objeto mágico pode reagir à proximidade de outros tipos de magia — especialmente de outros bruxos. Assim, é possível conquistar um objeto mágico, e ele apenas responde ao bruxo que o conquistou. Existem vários meios de conquistar um objeto mágico, como duelar magicamente com seu antigo possuidor, decifrar um enigma imposto por seu guardião ou, dependendo do objeto mágico, pelo simples fato de procurar por ele. Também é possível conquistar um objeto mágico matando seu antigo dono, ou herdando-o. Todos esses processos colocam a mente do bruxo em contato com a magia do objeto mágico. Caso o bruxo seja bem sucedido em seu empreendimento (ou seja, caso ele interaja da maneira correta com a magia do objeto) uma conexão será estabelecida entre os dois núcleos de magia. Então o objeto mágico passará a responder aos desejos desse bruxo — e somente aos dele, a menos que ele permita que outro mago usufrua de seus poderes. Mas isto é temporário.

Garn se enquadra no primeiro caso (objeto mágico de magia completa) pois não pertence a um conjunto e foi criado apenas por um bruxo. Mais tarde falarei um pouco a seu respeito.

Ademais, objetos mágicos fazem parte da trama central da saga A Batalha das Fraternidades; mais tarde também publicarei um post sobre isso.

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