31 de julho de 2013

Mitologia I Os Seguidores da Natureza

No conto A Perdição de Kenza, a protagonista, Kenza, desejava um favor de uma deusa, Lyann. Esta deusa, junto de outras doze, forma uma religião chamada Os Seguidores da Natureza. É, obviamente, uma religião fictícia, cultuada em um mundo que idealizei para meus livros (especialmente os da saga A Batalha das Fraternidades), Myhorr (sobre o qual já falei uma vez e tornarei a falar em outras oportunidades, mais detalhadamente).


Esta religião está inserida em um contexto histórico em Myhorr, que é abordado em meus livros, e enquanto é seguida por algumas pessoas, é tomada por outras como mitologia. Ademais, o fato de a deusa Lyann ser verdadeira no universo de A Perdição de Kenza não a torna verdadeira nos universos de outras sagas (como, por exemplo, A Batalha das Fraternidades).

A religião em questão cultua treze deusas, cada qual responsável por um aspecto da natureza (e capaz de controlá-lo). Segue abaixo a lista com os nomes das deusas e suas funções:

Lyann: deusa da vida
Razan: deusa da morte e guardiã do Portal da Morte
Relana: deusa do fogo
Juzia: deusa da água
Tyare: deusa do ar
Geann: deusa dos elementos
Walka: protetora das plantas
Walga: protetora dos animais
Olenya: deusa das doenças
Kyra: guardiã dos Portais Interdimensionais
Lerenya: deusa da cura
Olki: controla as reações químicas, por isso é chamada de deusa das transformações (e também pode representar, metaforicamente, outros tipos de transformações)
Kena: também conhecida como a Deusa Mãe, tem controle sobre todos os mundos, e é a rainha do Universo Espiritual.

Os seguidores dessa religião acreditam que, há muito tempo, Kena, a Deusa Mãe, teve doze filhas. Deu a cada uma das filhas um nome (que em um idioma muito antigo e já esquecido possuíam significado), designando a tarefa que desempenhariam para a manutenção do equilíbrio dos infinitos mundos.

As gêmeas Razan e Lyann vieram primeiro, com as tarefas e cuidar da morte e da vida, respectivamente. Razan, contudo, queria algo mais que simplesmente guiar as almas daqueles cujos corpos morreram através do Portal da Morte, a fim de levá-los ao Universo Espiritual, e passou a causar algumas destas mortes. Por esse motivo, brigou com sua gêmea Lyann e mais tarde as duas entraram em guerra.

As demais deusas nasceram mais tarde, e ao crescerem, cada uma se aliou ao lado que lhe trazia maiores vantagens, de modo que Relana, Juzia, Tyare e Olenya se aliaram a Razan e as demais — Geann, Olki, Kyra, Lerenya, Walka e Walga — apoiaram Lyann. Sua mãe, Kena, como rainha do Universo Espiritual, manteve-se neutra diante da briga entre as filhas.

Esta é um resumo da mitologia criada até o momento. Vou acrescentando os detalhes conforme avanço na escrita da saga A Batalha das Fraternidades, e pode ser até mesmo que eu mude alguma coisa com o desenrolar da história (porque, se existe alguma certeza no mundo da escrita, é a de que alguma coisa será alterada).

Quanto à atuação de Lyann no conto A Perdição de Kenza, existe uma crença entre alguns magos de que existe uma fórmula, um método (ou uma sequência de feitiços) capaz de criar o objeto mágico mais poderoso do mundo, que seria capaz de controlar qualquer coisa, qualquer ser vivo, qualquer tipo de energia mágica. Porém, para que este objeto mágico funcione, seria necessária a benção de Lyann, a deusa da vida.

É um projeto ganancioso, e é possível inferir que uma pessoa que deseje o controle sob absolutamente tudo não seria um exemplo de bondade e virtude. Por esse motivo, Lyann se recusou a conceder sua bênção para a criação de Garn.

Este trecho em especial dessa mitologia não será explorado em A Batalha das Fraternidades (e eu mesma não criei muita coisa além disso), porém, pode ser que eu escreva outras histórias em cima disso.

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