18 de julho de 2013

Livros que li no primeiro semestre de 2013

Além de escrever, tenho o hábito de ler, e o faço regularmente. Assim, aqui publicarei uma lista de todos os livros que li de janeiro a julho de 2013. Por motivos de falta de tempo, devido às tarefas de faculdade, neste semestre li menos do que esperava ler e muito menos do que gostaria (e também escrevi menos do que gostaria).

A seguir, está a lista dos poucos livros que li nestes últimos meses (onde constam somente os livros que li pela primeira vez, e não os que reli). Estão em ordem de leitura, e não de preferência. Além de listá-los, darei minha opinião geral a seu respeito, e em breve pretendo publicar suas resenhas.

[1] Ponte para Terabítia

Sinopse (Skoob): Jess Aarons, um garoto de 10 anos, passou o verão treinando para ser o campeão de corrida da escola. Na volta às aulas, é ultrapassado por uma aluna nova. Os dois tornam-se grandes amigos, e criam um reino imaginário chamado Terabítia, onde governam soberanos protegidos das ameaças e zombarias da vida cotidiana. Até que um dia, uma fatalidade os separa, e Jess precisa ser forte para enfrentar essa triste realidade.

Avaliação: 2 estrelas.

O que eu achei: interessei-me por causa do filme e resolvi ler, mas me decepcionei. O livro não é ruim, porém, eu esperava que o mundo imaginário, Terabítia, seria mais bem explorado. No entanto, a maior parte da história foca nos problemas do colégio onde Jess e Leslie estudam. Não sei por quê, mas a história não me tocou, como provavelmente deve ter feito com outros leitores.

[2] Divergente


Sinopse (Skoob): Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.

Avaliação: 4 estrelas

O que eu achei: a história é interessante e cheia de ação. O livro me prendeu do início ao fim. O único ponto negativo são as descrições vagas dos ambientes e também dos personagens; não pude visualizar muitos dos ambientes.

[3] A Seleção


Sinopse (Skoob): Para trinta e cinco garotas, a “Seleção” é a chance de uma vida. Num futuro em que os Estados Unidos deram lugar ao Estado Americano da China e mais recentemente a Illéa, um país jovem com uma sociedade dividida em castas, a competição que reúne moças de dezesseis e vinte anos de todas as partes para decidir quem se casará com o príncipe é a oportunidade de escapar de uma realidade imposta a elas ainda no berço. É a chance de ser alçada de um mundo de possibilidades reduzidas para um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha. Para America Singer, no entanto, uma artista da casta Cinco, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás Aspen, o rapaz que realmente ama e que está uma casta abaixo dela. Significa abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes. Então America conhece pessoalmente o príncipe. Bondoso, educado, engraçado e muito, muito charmoso, Maxon não é nada do que se poderia esperar. Eles formam uma aliança, e, aos poucos, America começa a refletir sobre tudo o que tinha planejado para si mesma — e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que ela nunca tinha ousado imaginar.

Avaliação: 3 estrelas

O que eu achei: a narrativa da autora prende o leitor até o final, contudo, a história não tem nada de especial. Para mim, não passou de um bom entretenimento. Alguns trechos, contudo, são bastante interessantes, e algo que em agradou em A Seleção foi que a história de como os EUA se transformaram no que é Illéa foi explicada, diferentemente do que aconteceu em outras distopias.

[4] Dezesseis Luas


Sinopse (Skoob): Ethan é um garoto normal de uma pequena cidade do sul dos Estados Unidos e totalmente atormentado por sonhos, ou melhor, pesadelos com uma garota que ele nunca conheceu. Até que ela aparece... Lena Duchannes é uma adolescente que luta para esconder seus poderes e uma maldição que assombra sua família há gerações. Mais que um romance entre eles, há um segredo decisivo que pode vir à tona. Eleito pelo Amazon um dos melhores livros de ficção de 2009. Direitos de tradução vendidos para 24 países. Um filme da série está sendo produzido. "Pacote completo: um cenário assustador, uma maldição fatal, reencarnação, feitiços, bruxaria, vodu e personagens que simplesmente prenderão o leitor até o fim.”

Avaliação: 3 estrelas

O que eu achei: o livro possui bastante mistério em torno de quem é Lena e do que ela é capaz de fazer, afora a maldição de sua família, o que instiga o leitor a avançar pelas páginas. Contudo, em minha opinião o livro foi previsível; muitas vezes cheguei às conclusões antes que os personagens o fizessem. No final do livro, a trama não foi resolvida, deixando um gancho para o próximo volume.

[5] A Maldição do Tigre


Sinopse (Skoob): Kelsey Hayes perdeu os pais recentemente e precisa arranjar um emprego para custear a faculdade. Contratada por um circo, ela é arrebatada pela principal atração: um lindo tigre branco. Kelsey sente uma forte conexão com o misterioso animal de olhos azuis e, tocada por sua solidão, passa a maior parte do seu tempo livre ao lado dele. O que a jovem órfã ainda não sabe é que seu tigre Ren é na verdade Alagan Dhiren Rajaram, um príncipe indiano que foi amaldiçoado por um mago há mais de 300 anos, e que ela pode ser a única pessoa capaz de ajudá-lo a quebrar esse feitiço. Determinada a devolver a Ren sua humanidade, Kelsey embarca em uma perigosa jornada pela Índia, onde enfrenta forças sombrias, criaturas imortais e mundos místicos, tentando decifrar uma antiga profecia. Ao mesmo tempo, se apaixona perdidamente tanto pelo tigre quanto pelo homem.

Avaliação: 3 estrelas

O que eu achei: o início do livro possui bastante mistério (apesar de já ser possível concluir, a partir do prólogo, que o tigre branco que tanto intriga Kelsey é Dhiren, o príncipe indiano), o que faz o leitor se perguntar o que virá a seguir. A parte onde Kelsey aceita partir para a Índia a fim de ajudar Dhiren a quebrar sua maldição é um pouco inverossímil, porém, suas aventuras pela Índia (onde a mitologia e a cultura são bastante exploradas e há um pouco de ação) são bastante interessantes. O romance é um tanto clichê (com Kelsey se achando muito pouco interessante para ser do interesse de Dhiren e perguntando o por que de ele querer ficar com ela), e o vilão da história só é apresentado no final, deixando a trama para ser resolvida nos próximos volumes.

[6] Elantris


Sinopse (Skoob): O príncipe Raoden, de Arelon, foi um dos tocados pela maldição que o levou a viver, ou a tentar sobreviver, em meio à loucura e maldições da cidade caída que, desde a maldição, tornara-se um cemitério para os que foram amaldiçoados. Prestes a se casar com Sarene, filha do rei de um país vizinho de Arelon – uma mulher que nem chegou a conhecer pessoalmente, mas que, mesmo com um casamento politicamente forçado, passou a conviver por meio de cartas – o príncipe é dado como morto, uma situação que parece ser irremediável, mas que precisa de explicações. E são esses mesmos esclarecimentos que Sarene procura ao chegar em Arelon e descobrir que tornara-se viúva antes mesmo de conhecer seu marido. E a partir daí começa a entender que terá que tomar conta de tudo sozinha, principalmente de um homem chamado Hrathen, um dos mais poderosos nobres, que está disposto a substituir o rei Iadon, pai de Raoden, para poder converter o país à religião Shu Dereth. Elantris, que intercala capítulos sobre Raoden, Sarene e Hrathen, é uma obra cheia de energia e histórias fantásticas que não permite que o leitor pense em outra coisa, senão, na cidade de Elantris e suas maldições.

Avaliação: 5 estrelas

O que eu achei: excelente. Um dos melhores livros que li esse ano. Certamente, está na minha lista de favoritos. Os personagens são muito bem construídos, além de interessantíssimos. A trama se alterna entre o que acontece em Elantris, onde Raoden desvenda o mistério do que fez a magia, o Aon Dor, parar de funcionar corretamente, transformando todos os elantrinos em criaturas amaldiçoadas, e o que acontece em Kae, a capital de Arelon, onde Sarene e Hrathen conspiram um contra o outro. Os capítulos são narrados alternadamente sob o ponto de vista de três personagens, Sarene, Raoden e Hrathen, e em cada um deles há algo que o faz ansiar pelo próximo capítulo. Diferentemente de outros livros de fantasia que seguem mais ou menos o mesmo estilo, quase não há cenas de ação, com luta ou espadas; a maior parte das disputas são intelectuais e políticas. No final é onde há mais ação e onde mais tememos pelos personagens, porém, algumas coisas foram deixadas em aberto, como se fosse existir um segundo volume.

[7] O Nome do Vento


Sinopse (Skoob): Ninguém sabe ao certo quem é o herói ou o vilão desse fascinante universo criado por Patrick Rothfuss. Na realidade, essas duas figuras se concentram em Kote, um homem enigmático que se esconde sob a identidade de proprietário da hospedaria Marco do Percurso. Da infância numa trupe de artistas itinerantes, passando pelos anos vividos numa cidade hostil e pelo esforço para ingressar na escola de magia, O nome do vento acompanha a trajetória de Kote e as duas forças que movem sua vida: o desejo de aprender o mistério por trás da arte de nomear as coisas e a necessidade de reunir informações sobre o Chandriano - os lendários demônios que assassinaram sua família no passado. Quando esses seres do mal reaparecem na cidade, um cronista suspeita de que o misterioso Kote seja o personagem principal de diversas histórias que rondam a região e decide aproximar-se dele para descobrir a verdade.  Pouco a pouco, a história de Kote vai sendo revelada, assim como sua multifacetada personalidade - notório mago, esmerado ladrão, amante viril, herói salvador, músico magistral, assassino infame.  Nesta provocante narrativa, o leitor é transportado para um mundo fantástico, repleto de mitos e seres fabulosos, heróis e vilões, ladrões e trovadores, amor e ódio, paixão e vingança.

Avaliação: 5 estrelas

O que eu achei: também está dentre meus favoritos. O início é um pouco parado, mas quando Kvothe começa a contar sua história, é quase impossível largá-lo (acho que só não li do início ao fim de uma vez só porque preciso comer, estudar e dormir). Kvothe, além de ser um personagem interessante e muitíssimo inteligente (e um dos meus favoritos), tem uma vida interessantíssima, cheia de aventuras (e problemas). O livro se passa em um mundo fictício, onde detalhes (tanto do ambiente quanto da cultura e da mitologia) não faltam.

Infelizmente, foi apenas isto que consegui ler no primeiro semestre de 2013, e espero que neste mês de julho (e também no semestre que vem) consiga ler mais livros, afinal, a lista de livros que tenho vontade de ler é enorme!

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